México – Mucho más que lindo y querido

Sabe aquele destino que você cresceu pesquisando sobre? Que as aulas de história e geografia era o que você já sabia antes da professora explicar? Que todo ano você dizia: Este ano vou pra esse lugar? E nunca dava certo… Pois é, chega um momento que o coração aperta e não tem mais jeito, sem pensar em mais nada você compra a passagem e se entrega ao desejo, ao destino. Assim era minha vida com o México. E em Abril, uma semana após voltar de Paris eu arrumei as malas e entrei no avião com destino ao lugar que sempre fez meu coração vibrar em pensar o quão rico em cultura e entretenimento deveria ser.

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Dia 02 de Abril e eu estava dentro do avião, a tão sonhada viagem deixava de ser sonho para ser realidade.

Minha passagem era de ida e volta para ficar 1 mês, junto comigo estava Geisiane e Alessandro (na verdade Gegê foi em um vôo diferente e chegou antes de nós).

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O pouso foi super difícil, o piloto teve que arremeter 3 vezes antes de pousar pois as correntes de ar estavam muito fortes e brincavam com a aeronave, e mesmo com um certo medinho já que nunca havia acontecido isso tão forte antes conosco, nós mesmo nesse momento de “oh my God, essa porra vai cair”, brincávamos com a situação, porque a zoeira não pode parar nunca, tudo é motivo pra festa, e se for pra morrer que seja gargalhando 😛 e enquanto eu segurava na poltrona e gritava “SEGURA ROSAAAANA”, e Alessandro rindo e com ironia dizia “tá achando que essa poltrona vai te salvar, meu amor? Se essa porra cair, não vai ser essa poltrona que vai te salvar!”, rimos muito mas enfim o pouso foi bem sucedido. Na verdade é um comportamento previsível para pousos na Cidade do México, já que a cidade é cercada por vales e montanhas e neste espaço as correntes de ar são meio loucas e descoordenadas jogando a aeronave pra lá e pra cá, mas se seu destino for esse algum dia, não se preocupe muito, os pilotos estão acostumados e sabem o que fazer.

Sobre a imigração

Confesso que foi a imigração que mais me fez perguntas e a que foi mais rígida comigo, e depois ouvi relatos de que eles realmente são um pouco rígidos mesmo, não entendi o motivo, penso que poderia ser por ser um caminho de ligação a imigrantes ilegais aos Estados Unidos da América, mas não fazia sentido no meu caso, pois eu já tenho o visto americano, mas a agente de imigração nem olhou isso, enfim, depois de vários minutos explicando que estava indo a passeio para conhecer e ficar um mês e blá blá blá, consegui meu carimbo e voalá, agora só faltava realmente desembarcar na capital mexicana.

Na saída do aeroporto já comecei a ficar encantada, com uma decoração no jardim bem colorida (bem México mesmo), estava começando a me sentir em casa e o coração em ritmo frenético.

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Pegamos um táxi e nos dirigimos ao hotel onde Geisiane já estava esperando. Isso foi por volta da 19h, tomei banho, nos arrumamos e fomos começar a curtir. Primeira parada: Califas, é um restaurante cuja base do cardápio são tacos e burritos, tudo muito bem feito, higiênico, e pra começar num ritmo mais tranquilo estava ótimo. Nessa noite começamos a sentir um pouco mais do México que tanto esperamos, e eu já sentia que não queria ir embora nunca.

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Nos dias seguintes aproveitamos o que a cidade tinha a oferecer, tanto de dia quanto a noite.

Ficamos hospedadas num Hostel no Zócalo (no centro da cidade), nas redondezas havia muita coisa pra conhecer, como a Catedral Metropolitana, o Templo Mayor, Palácio Nacional, Torre Latinoamericana, Palácio de Bellas Artes, Casa de los Azulejos, tudo muito perto mesmo, fazíamos tudo a pé, e quando precisávamos ir para outras partes o metrô nos servia muito bem, o valor é muito bom, o equivalente a R$ 1,00 e é possível se locomover facilmente por toda a cidade de metrô, e em caso de precisar de táxi o valor das corridas são muito baratas.

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Sobre os Táxis

Li muitos relatos que aconselham a não pegar táxis na rua, e sim pedir no hotel o táxi executivo, fiz isso nos primeiros dias e me arrependi, pois é muito mais caro, corridas que gastaria o equivalente a 10 reais, eu estava pagando 40 reais. Realmente os carros dos táxis de rua são feios e muitas vezes os taxistas não parecem muito confiáveis, então aqui vai meu conselho: se você tem cara de turista ‘turistão’ mesmo e tem medo ou receio de que algo possa acontecer, peça o táxi no hotel pois de qualquer forma será mais barato do que no Brasil, mas eu não parecia turista besta e meu espanhol estava afiado e não sou uma pessoa muito temerosa, então eles não percebiam que eu era de fora e faziam a corrida normal sem dar voltas e sem tentar me extorquir.

Durante a noite a cidade tem muito a oferecer, muitas baladas, bares e restaurantes. Mexicano é um povo bem festeiro, então não deixe de sair e conhecer novas pessoas e novos lugares.

Eu gosto muito de pop e dessas músicas top Billboard que você não encontra tanto por aí quanto em baladas alternativas, e sempre frequentei baladas gays com meu melhor amigo, fomos para a Zona Rosa, perto do Anjo da Independência, tem umas ruas cheias de bares e boates, a maioria é baladinha alternativa mas tem lugares héteros também, enfim, tem pra todo mundo, e o melhor é que a bebida tem um preço bom, na maioria você ganha uma cerveja ou uma margarita pra entrar e etc. No final das contas entramos em várias, bebíamos, dançávamos e íamos para outra, mesmo ciclo, bebe, dança, vai pra outra hahahaha fechamos a última em que entramos, saímos beeeeeem bêbados e rindo a toa.

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Marcamos de encontrar amigos que conhecemos por internet, e foi super legal, conhecer aquelas pessoas que sempre conversamos mas nunca vimos é muito legal, saber que é possível estar conectado a tanta gente e que para estar com essas pessoas basta ter força de vontade, porque o mundo é enorme mas nada nos impede de viajar por ele. Geisiane foi encontrar com Estefania Villarreal enquanto eu fui pra outro lado da cidade, quando voltei fomos jantar e no final acabamos indo pra um bar/club de rock que eu me apaixonei, o lugar é iradíssimo e esbarramos com Eddy Vilard lá.. Maravilhoso né? (momentos fã). Saí pouco bêbada de lá que até meu celular eu perdi, mas nada de arrependimento, era véspera do meu aniversário e eu já estava nas comemorações.

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Outro dia marquei com um amigo que é músico que eu também só conhecia por twitter, Jay Morris o nome dele, quando cheguei no lugar que marcamos ele simplesmente me aparece com a prima, que eu sou também sou fã, nem acreditei quando vi aquele ser pequeninho com o cabelo super loiro, o cachorrinho e o namorado do lado. Sim, ele levou a Fuzz, e foi super divertido, ficamos uma tarde conversando, rindo e falando besteiras. Dei uma garrafa de cachaça pra eles e um vinho de uma fruta exótica brasileira. É muito legal sentar numa mesa com pessoas que você admira e por um momento esquecer que um dia você pensou “nunca vou conhecer”, pois coloque a mochila nas costas e vá conhecer quem você ama, admira ou qualquer coisa que seja.

México (299)Enfim, outro bairro super indicado para beber e passar um tempo com amigos é Coyoacan, tem uma vibe mais boêmia e tranquila, é difícil descrever, mas é uma sensação bem agradável passar um tempo nesse bairro. O museu de Frida Kahlo também se encontra nesse bairro.

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Não faça como eu que a noite, passei por uma casa azul com uma bandeira do México desenhada no portão e tirei foto como se fosse só uma casa comum, dois dias depois decidimos ir no Museu Frida Kahlo e adivinha? Nos perdemos até achar o museu e nada mais era do que a casa que eu tinha tirado foto dois dias atrás 😛

México (265)Em outros dias fomos em outros museus, como o de Antropologia, esse tem muitas coisas interessantes das civilizações passadas que dominavam o território mexicano, e o que eu mais amo neste museu é a Pedra do Sol (o calendário Maia), e algumas ruínas das construções, eu acho lindo como eles construíam, a arquitetura desses povos sempre me deixou apaixonada e ver tudo de pertinho é algo maravilhoso.

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A Cidade do México é a cidade com o maior número de museus no mundo, então tem pra todos os gostos, fique a vontade para encontrar seu preferido.

À algumas horas da cidade existem um parque Six Flags, se tiver dias livres e curte parque de diversão e montanhas russas, não perca tempo. Eu amo aventura, adrenalina e etc, então eu nunca deixo um parque da Six Flags de fora do roteiro.

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No parque também tem opção para mergulho com golfinhos para quem se sente confortável (eu sou contra qualquer tipo de cativeiro animal para diversão turística, mas confesso que não sei a origem destes, se são golfinhos resgatados ou outros motivos)

Em outros dias, fui a protesto contra a censura da internet (morrendo de medo de ser deportada), firmas de autógrafos de Dulce María, aeroporto e hotel perseguindo Demi Lovato, e outras aventuras e histórias que se eu conto aqui o post ficará ainda maior. Só posso dizer que sou eternamente apaixonada pelo México e pelo Distrito Federal (a Cidade do México)

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Depois desse tempo nessa cidade maravilhosa, arrumei as malas, passei no Brasil por 4 dias, dei aquele abraço na família e segui meu caminho para a Colômbia, que contarei pra vocês em breve.

That’s all folks

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7 opiniões sobre “México – Mucho más que lindo y querido

    • Obrigada, Aline!

      Eu fiquei 2 meses mas não saí da Cidade do México, agora estou planejando ir para explorar outras partes desse país cheio de lugares lindos… Espero que seus sonhos se realizem sempre e esse do México em breve 😉
      Beijos…

  1. Adorei!!!
    Você tem que continuar conhecendo o país que tem tanto a te oferecer.
    Eu sou suspeita porque sou apaixonada e cada dia que passo aqui, tenho certeza que minha alma é mexicana.
    Se precisar de algo por aqui, já sabe onde me encontrar!

    Saludos!
    Mel.

  2. Pingback: COLÔMBIA – DIZEM QUE O RISCO É QUERER FICAR (parte Medellín) | Viagens e Devaneios

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